
ABRAHAM
MASLOW - (1908-1970)
Foi
um psicólogo
comportamental,
membro da Human Relations
School, em finais da
década de 50. Abraham Maslow nasceu em Brooklyn, licenciou-se em
Wisconsin e doutorou-se na
Universidade de Columbia, onde também
trabalhou no departamento de investigação. No Jardim Zoológico de Bronx
estudou o comportamento dos
primatas e, entre 1945 e
1947, foi diretor-geral da Maslow Cooperage Corporation. Em 1951
lecionava Psicologia Social na Universidade de Brandeis.
Maslow
ficou
mais conhecido
pela «hierarquia das necessidades», divulgada em 1943. Ele
argumentava que existia uma pirâmide de necessidades
paralela ao
ciclo de vida das pessoas, constituída por necessidades
fisiológicas (calor, abrigo, comida), nece ssidades de
segurança, necessidades sociais, necessidades de auto-estima e
necessidades de auto-realização. Quando o nível
de necessidades anterior está satisfeito, passa-se ao seguinte.
O último nível foi objeto de um estudo mais aprofundado,
no qual identificou 48 pessoas auto-realizadas, onde se incluíam
Thomas Jefferson, Albert Einstein e Abraham Lincoln.
Livro:
Motivation
and Personality,
Eupsychian
Management
|
|
AKITO MORITA -
(1921)
É
o mais famoso
dos empresários
japoneses que marcaram a
economia nos anos 80. Akito Morita é formado em Física e
foi oficial da Marinha na 2.ª Guerra Mundial.
Criou uma empresa
de engenharia de
telecomunicações, a
Tókio Tsushin Kogyo KK, que deu origem à Sony, com Masaru
Ibuka (1908-1997). Os primeiros produtos fabricados foram componentes
de rádio e um fogão para cozinhar arroz. Em 1950 vendeu o
primeiro gravador de cassetes, em 1957 um rádio de bolso e em
1960 o primeiro transistor do mundo. Mais tarde, criou a primeira
câmara de vídeo portátil e o walkman.
A Sony expandiu-se
com produtos miniaturizados e
líderes em
tecnologia. Em 1993 Morita renunciou à presidência da
empresa.
A Sony e Morita
têm histórias
paralelas no renascimento do
Japão como potência industrial. A sua
contribuição resume-se ao que Morita designa
«espírito pioneiro», em que o marketing brilhante
não foi puro acidente.
Livro:
Made in Japan
|

ALFRED CHANDLER - (1918)
Depois
de se licenciar
em Harvard, foi historiador e, mais tarde,
professor de História na Johns Hopkins University; depois,
professor de História Econômica na Universidade de Harvard.
Fez pesquisas nas
empresas norte-americanas em
atividade no
período entre 1850 e 1920, que foram à base da maior
parte do seu trabalho posterior. Chandler influenciou a tendência
da descentralização nas empresas dos anos 60 e 70,
defendendo a vantagem das empresas multidivisionais. Os executivos de
topo deixavam de ser os únicos responsáveis pelo destino
do negócio, se dedicando a outras tarefas e passando a assumir o
compromisso de um planejamento em longo prazo.
Nos anos 60, Alfred
Chandler defendeu que a
estrutura da empresa
deveria seguir sempre a estratégia.
As teorias de
Chandler também
contribuíram para a
"profissionalização da gestão".
Livro:
Strategy and Structure
|

ALFRED
SLOAN - (1875-1966)

Para além do papel importante que desempenhou na General Motors,
Alfred Sloan foi um dos primeiros gestores a escrever um livro
teórico, Eu e a General Motors (1963), que comprovou a sua
contribuição para teoria e para a prática da
gestão.
Quando assumiu a direção da GM, o mercado
automóvel era dominado pela Ford, que possuía uma quota
de mercado de 60%, pioneira nas técnicas de
produção em massa. Ao contrário dos restantes
concorrentes, que apostaram no segmento de carros de luxo, Sloan
posicionou-se num nível intermédio, até
então inexistente, fabricando carros para «todas as bolsas
e finalidades», desde que os modelos não competissem entre
si.
O desafio de Sloan na GM foi a criação de uma cultura,
uma estratégia e uma direção globais. A
solução encontrada, em 1920, foi uma estrutura
organizacional com oito divisões — cinco de automóveis e
três de componentes automóveis —, denominadas, 50 anos
mais tarde, "unidades estratégicas de negócio".
Livro: Meu amor com General
Motors |
ALVIN TOFFLER (n. 1928)
Pode não ter inventado o futuro, mas certamente inventou o
negócio da futurologia. Juntamente com John Naisbitt, Alvin
Toffler é um dos principais analistas de tendências,
cenários e previsões.
Depois de se ter formado em Letras na Universidade de Nova Iorque, foi
escritor e jornalista, tendo chegado a editor adjunto da revista
Fortune.
A sua primeira obra de relevo, Choque do Futuro (1970), previa que as
empresas se iriam transformar repetidamente através da
redução dos níveis hierárquicos e da
burocracia — um fenômeno que Toffler designa "ad hocracia".
A visão futura de Toffler era muito diferente da dos principais
pensadores dos anos 70, que previam um futuro de ócio,
após décadas de criação de riqueza e de
padrões de vida elevados. Toffler previu um futuro de
insegurança e humildade, no qual a tecnologia iria transformar
os métodos de trabalho, em vez de acabar com o trabalho humano.
Livro:O
Choque do Futuro, A
Terceira Vaga, Os Novos Poderes
|

ARMAND VALLIN FEIGEBAUM (1922)
Em 1951 conclui o doutorado em Ciências pelo Massachusetts
Institute of Technology (MIT). Nesta época lançou o
livro Total Quality Control, que lhe conferiu notoriedade mundial.
Em 1958 foi nomeado diretor mundial de produção da GE e
vice-presidente da American Society for Quality Control (ASQC); em
1961, foi eleito presidente da ASOC e 1986 passou a membro
honorário desta instituição.
Em 1968 fundou a General Systems
Feigenbaum é considerado o pai do conceito de controle da
qualidade total (Total Quality Control). De acordo com a sua abordagem,
a qualidade é um instrumento estratégico que deve
preocupar todos os trabalhadores. Mais do que uma técnica de
eliminação de defeitos nas operações
industriais, a qualidade é uma filosofia de gestão e um
compromisso com a excelência. É voltada para o exterior da
empresa — baseado na orientação para o cliente — e
não para o seu interior — redução de defeitos.
Feigenbaum é reconhecido como pioneiro no estudo dos custos da
qualidade. As suas maiores contribuições para o ensino da
qualidade são os 19 passos para a melhoria da qualidade e os
seus quatro pecados mortais.
Livro:
Total Quality Control
(1983) |

BRUCE HENDERSON -
(1915-1992)
Formado em Engenharia, atuou na área de planejamento
estratégico na General Electric e como consultor na Arthur D.
Little. Fundou o Boston Consulting Group, em 1963.
Henderson criou diversos modelos empresariais, entre os quais se
destacam a curva de experiência, que prova que os custos diminuem
à medida que a empresa adquire mais experiência, e a
matriz BCG, que compara o crescimento de um mercado com a quota de
mercado de uma empresa |

CHARLES HANDY (1932)
Nasceu na Irlanda e trabalhou na Shell até 1972, ano em que
começou a lecionar na London Business School. Charles Handy
passou pelo MIT, onde teve contacto com diversas escolas de pensamento
de relações humanas. Os seus livros incluem
análises, reflexões e previsões que faz acerca do
mundo em mudança e das conseqüências que estas
terão nas empresas.
A sua carreira acadêmica inicial foi bastante convencional, mas o
seu trabalho evoluiu do pragmatismo para dimensões do social e
filosófico. Foi em 1989, com o livro A Era da Irracionalidade,
que Handy avançou mais nesse sentido. Ele prevê que o
futuro se caracterize por uma «mudança
descontínua», que exige novas organizações,
novas pessoas — com novas qualificações e padrões
de carreira —, que passarão menos tempo a trabalhar e mais tempo
a pensar no que querem realmente fazer. Handy tornou-se um exemplo num
novo mundo que ele comenta com sucesso e para o qual tem mais perguntas
que respostas
Livro:Understanding
Organizations, A Era da Irracionalidade, A Era do Paradoxo,O
Espírito Faminto. |

CHESTER BARNARD -
(1886-1961)
Licenciou-se em Economia em Harvard, mas antes de terminar a
licenciatura trabalhou para a American Telephone and Telegraph,
tornando-se, mais tarde, presidente da New Jersey Bell.
Reforçou a necessidade da comunicação direta e
simples dos objetivos da empresa. Para Barnard, segundo o que escreveu
em "The Functions of the Executive", o papel do presidente executivo
não é o de um ditador. Parte da sua responsabilidade
consiste em dar enfoque aos valores morais da empresa.
Livro:The
Functions of the
Executive |

CHRIS ARGYRIS - (1923)
Professor de Comportamento Organizacional na Harvard Business School
desde 1971.
O trabalho inicial de Argyris centrou-se na área da
ciência comportamental. A obra que publicou em 1957 —
"Personality and Organization" — tornou-se um dos textos
clássicos nesse tema. Argyris argumenta que as empresas dependem
fundamentalmente das pessoas e do seu desenvolvimento individual. A
tarefa de uma empresa consiste em assegurar que as pessoas estejam
motivadas e que maximizem todo o seu potencial. Foi o primeiro a
defender as organizações em constante aprendizagem
("learning organizations").
Das suas pesquisas resultaram dois conceitos-chave: “single loop
learning” — no qual a organização é capaz de
detectar e corrigir os seus erros de forma a cumprir os objetivos
delineados, e "double loop learning" — quando a
organização se serve desse esforço de
detecção e correção de erros para mudar as
normas, políticas e objetivos que os causaram.
Livros:
Personality and
Organization e Organizational Learning |

C.
K.
PRAHALAD

Indiano,
se formou em
engenharia e fez doutorado em gestão na Índia, nos anos
60. Em 1972, deixou para trás a sua
terra
natal e foi para a Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados
Unidos, onde três anos após sua chegada passou a trabalhar
como investigador. Em 1977, Prahalad ingressou na Universidade de
Michigan onde é professor de gestão da School of Business
Administration. Seu livro Competing for the Future, escrito com Hamel,
foi considerado uma das melhores obras em gestão da
década.
Livros: O
Futuro da Competição
|

DALE CARNEGIE (1888-1955)
Seu primeiro emprego foi como vendedor de bacon, banha de porco e
sabão na Armour & Company. Mais tarde, foi para Nova Iorque
estudar na American Academy of Dramatic Arts. Quando se deu conta das
suas limitações na área das artes, Dale Carnegie
voltou a área de vendas, agora de automóveis. Foi
então que convenceu as escolas YMCA em Nova Iorque a permitirem
que realizasse cursos de formação para executivos
subordinados ao tema do discurso em público. Os seus
próprios discursos tornaram-se famosos e deram origem a diversos
livros..
Carnegie baseou o seu trabalho na definição das
técnicas fundamentais para lidar com as pessoas, que se resumem
ao lema: «Não critique, condene ou reclame; faça
uma apreciação honesta e sincera para despertar a vontade
de trabalhar nas outras pessoas.»
Mesmo depois da sua morte, a sua obra é ponto de
referência para muitos programas de formação
empresariais.
Livro:
Como Fazer Amigos e
Influenciar Pessoas, Eupsychian Management |

DAVID PACKARD (1912-1996)
Em 1937, numa garagem alugada em Palo Alto, Bill Hewlett e David
Packard, colegas na Universidade de Stanford, criaram uma empresa de
sucesso mundial: a Hewlett Packard. O seu primeiro produto foi um
aparelho de medição de freqüências de som que
foi vendido a Walt Disney.
Apesar da quebra sofrida no período pós-guerra, a HP
rejuvenesceu. Segundo os fundadores, o segredo residia na simplicidade
dos seus métodos. Os seus professores de Gestão ficavam
devastados quando eles diziam que não faziam planos, mas que se
limitavam a aproveitar oportunidades únicas. Na HP, a
gestão de topo estava disponível e envolvida na
atividade. É o que eles designaram "management by wandering
about". Em vez de sugestões administrativas, Packard preferia
falar de liderança, sem conflitos e com respeito pelos
indivíduos.
Packard esteve envolvido na política como secretário da
defesa na administração de Nixon, deixou a
presidência da HP em 1993 e, no ano da sua morte, a empresa tinha
cerca de 100 mil empregados, em 120 países.
Livro:
The HP Way |

DOUGLAS
MCGREGOR (1906-1964)
Foi um dos
pensadores mais influentes na área das
relações humanas. Douglas McGregor nasceu em Detroit e
licenciou-se no City College. Doutorou-se em Harvard, onde lecionou
Psicologia Social, e foi professor de Psicologia no MIT. Em 1948 era
presidente do Antioch College, em Yellow Springs, e em 1962 lecionava a
disciplina de Gestão Industrial na Sloan Fellows.
McGregor
é mais conhecido pelas teorias de
motivação X e Y. A primeira assume que as pessoas
são preguiçosas e que necessitam de
motivação, pois encaram o trabalho como um mal
necessário para ganhar dinheiro. A segunda baseia-se no
pressuposto de que as pessoas querem e necessitam de trabalhar. Um
argumento contra as teorias X e Y é o fato de elas serem
mutuamente exclusivas. Para contrapô-lo, antes da sua morte,
McGregor desenvolvia a teoria Z, que sintetizava as teorias X e Y nos
seguintes princípios: emprego para a vida,
preocupação com os empregados, controle informal,
decisões tomadas por consenso, boa transmissão de
informações do topo para os níveis mais baixos da
hierarquia, entre outros.
Livro:
The Human Side of
Enterprise |
Volta

EDGAR SCHEIN - (1928)
Formado em Psicologia Social pela Universidade de Chicago, estudou mais
tarde em Stanford. Doutor em Psicologia Social em Harvard realizando
pesquisas e dedicando-se ao estudo da cultura empresarial, da
psicologia organizacional (sendo um dos seus criadores) e do
planejamento das carreiras. |

ELLIOTT JAQUES (1917)
Elliott Jaques é um psicólogo nascido no Canadá,
que dedicou a sua carreira a uma pesquisa intensiva da dinâmica
dos grupos de trabalho. Ele foi um dos fundadores do Tavistock
Institute of Human Relations, em Londres, trabalhou na Universidade de
Brunel, no Reino Unido, e, mais tarde, na Universidade George
Washington. O seu trabalho baseou-se em pesquisas intensivas, sendo
geralmente ignorado pelo mercado empresarial.
A sua pesquisa mais conhecida teve como objeto de estudo a democracia
industrial, um conceito aplicado na empresa Glacier Metal, do Reino
Unido, entre 1948 e 1965. Esta empresa utilizava inúmeras
práticas inovadoras, um fato que atraiu Jaques, que, no seu
livro The Changing Culture of a Factory, revela os resultados das
pesquisas dos grupos de trabalho da Glacier.
Outros estudos de Elliot Jaques basearam-se na teoria do valor do
trabalho em organizações cada vez menos burocratizadas e
no critério de valorização da performance dos
gestores, que deveriam ser remunerados de acordo com o tempo
necessário para a concretização das suas
decisões.
Livro:Requisite
Organization: a
Total System for Effective Managerial
Organization and Managerial Leadership for the 21st Century, Human
Capability: A study of individual potential and its application.,
Executive Leadership: A Practical Guide to Managing Complexity.,
Creativity and Work. BUS stack HF5548.8.J27 1988, Free Enterprise, Fair
Employment. BUS and DBW stack HD4906.J35 1982, The Form of Time.,
Levels Of Abstraction In Logic And Human Action: A Theory Of
Discontinuity In The Structure Of Math. |

ELTON MAYO -
(1880-1949)
Freqüentou o curso de Medicina, fez pesquisas em África e
foi professor na Universidade de Queensland. Ficou mais conhecido pelas
experiências na fábrica da Western Electric, em Chicago. O
principal objetivo era a exploração das
ligações entre a motivação e o resultado
final do trabalho dos empregados. Concluiu neste estudo que o fator
humano deveria ser recuperado, numa época em que a
produção em massa desumanizante era mais apreciada.
Livro:
The Social Problems of an
Industrial Civilization |
Volta

FONS
TROMPENAARS (1952)
O
principal objeto de estudo de toda a carreira de Fons Trompenaars
é a diversidade cultural, nomeadamente a forma como pensamos,
como agimos em determinadas situações, como é que
a cultura afeta a forma como gerimos as empresas e quais são as
qualificações essenciais para gerir globalmente. Segundo
ele, "a base para compreendermos as outras culturas é a
conscientização de que cada uma delas é
constituída por uma série de regras e métodos que
a sociedade desenvolveu para lidar com os problemas que enfrenta".
Depois de
ter concluído um curso de MBA na Alemanha foi para
Wharton, uma das principais escolas de Gestão nos Estados
Unidos, onde se interessou pela cultura organizacional, esperando ir
depois para a Holanda, como acadêmico. No entanto, após
concluir o doutoramento, em 1982, foi trabalhar para a Shell, onde
permaneceu durante três anos num projeto de mudança
cultural. Fundou depois o Center for International Business Studies e
desenvolve atualmente as suas idéias e pesquisas através
do grupo Trompenaars-Hampden-Turner.
Livro:
Riding the Waves of Cultur |

FREDERICK HERZBERG
(1923-2000)
É um psicólogo clínico norte-americano, que foi um
dos primeiros investigadores a tomar em consideração as
opiniões dos trabalhadores nas pesquisas acerca das
condições de trabalho, tendo resumido as suas
conclusões no livro The Motivation to Work.
Ele provou que a motivação dos trabalhadores não
tem origem apenas em fatores monetários, mas no desenvolvimento
e satisfação pessoais e no reconhecimento da sua
performance |
FREDERICK
TAYLOR (1856-1917)
Foi
o inventor da
gestão científica e “padroeiro” do conceito da
produção em massa.
Nasceu
em Filadélfia, viveu na
Europa três anos e, aos 18
anos, começou a trabalhar como aprendiz na Hydraulic Works,
fabricante de bombas a vapor. Depois da licenciatura em Engenharia
Mecânica no Stevens Institute of Technology, ascendeu a
engenheiro- -chefe da Midvale Steel Company, passando a
diretor-geral da Manufacturing Investment Company. Em 1893 foi para
Nova Iorque trabalhar como consultor de engenharia.
A
teoria da gestão
científica consistia numa
análise temporal das tarefas individuais que permitia melhorar a
performance dos trabalhadores. Depois de identificar os movimentos
necessários para cumprir uma tarefa, Taylor determinava o tempo
ótimo de realização de cada um deles, numa rotina
quase mecânica.
Apesar
de os conceitos de Taylor serem
hoje encarados como pouco
dignificantes do trabalho humano, a sua contribuição foi
relevante, porque encorajou os gestores a terem em conta a natureza do
trabalho e a melhor forma de gerir as pessoas e os recursos.
Livro:
The Principles of Scientific Management.
|

GARY HAMEL - (n. 1954)

Em
1978, Gary Hamel deixou a
administração hospitalar e foi para a Universidade de
Michigan, onde se doutorou em Gestão Internacional. Para
além de professor de
Gestão Estratégica e Internacional na London Business
School, é consultor de empresas e presidente da Strategos, uma
empresa de consultoria mundial.
Hamel criou um novo
vocabulário para a estratégia, com
conceitos como intenção e arquitectura
estratégicas,visão estratégica e
competências centrais. A partir destes conceitos, pode-se criar
uma estratégia eficaz, desde que as empresas desafiem a
tradição. «Assumir riscos, quebrar as regras e
inovar sempre foram atitudes importantes, mas, hoje em dia, são
mais cruciais do que nunca», afirma.
Para Hamel a estratégia
é revolução. Ou
seja, a mudança deve ser uma forma de vida para todas as
empresas. A gestão de topo deve dar o exemplo e ouvir os
gestores intermédios e operacionais.
Livro: Competindo pelo Futuro |

GEERT HOFSTEDE - (1928)
Segundo “The Economist”, Geert Hofstede “de certa forma inventou o
conceito de diversidade cultural como uma disciplina da gestão”.
Este
acadêmico alemão influenciou consideravelmente as
implicações humanas e culturais da
globalização, baseando suas conclusões em
pesquisas exaustivas e em entrevistas realizadas com um número
elevado de indivíduos.
Hofstede licenciou-se em Engenharia Mecânica, mas acabou por
seguir uma vertente completamente diferente, optando por fazer um
doutorado em Psicologia. Seu longo currículo inclui o cargo de
psicólogo-chefe na IBM e diversos outros cargos em institutos de
pesquisa nas áreas da antropologia e da gestão
internacional.
A maior contribuição dos estudos de Hofstede foi o seu
modelo cultural de cinco dimensões que existem em todas as
culturas, mas que assumem um caráter diferente em cada uma
delas. São elas: distância ao poder, individualismo,
masculinidade, aversão à incerteza e
orientação para o longo prazo.
Livro: Culture’s Consequences
|

HAROLD GENEEN (1910-1997)
Nasceu em Inglaterra, formou-se em Contabilidade e trabalhou na
American Can, na Jones & Laughlin e na Raytheon (que foi adquirida
pela ITT).
A base da sua estratégia era a diversificação,
como origem de força e de energia para a empresa, tendo-a
aplicado no dia-a-dia, como o prova o investimento da ITT na Avis
Rent-a-Car e nos Sheraton Hotels, entre outros.
|

HENRI FAYOL - (1841-1925)
De certa forma, Henri Fayol
foi o primeiro pensador da gestão. Enquanto outros estudaram o
trabalho humano e a sua mecânica, ele centrou a
atenção no papel da gestão e nas
qualificações dos gestores.
De origem francesa, Fayol licenciou-se em Engenharia de Minas em St.
Etienne e foi trabalhar para a empresa de minas
Commentry-Fourchamboult-Décazeville, onde permaneceu entre 1888
e 1918. Fayol desenvolveu uma carreira paralela como teórico de
gestão. O seu trabalho foi importante por duas razões:
introduziu no conceito de gestão científica do trabalho o
tema do papel dos gestores como supervisores do trabalho dos
subordinados e analisou como é que uma empresa poderia
organizar-se de forma mais eficaz. Fayol foi o pai da ideia da
organização estrutural das empresas por
funções. É um modelo que ainda hoje permanece
válido. As seis funções ou áreas
básicas eram: produção, comercial, financeira,
contabilidade, gestão e administrativa e segurança.
Livro: General and Industrial Management |

HENRY
MINTZBERG (1939)
Henry Mintzberg é um
crítico dos programas de MBA, afirmando que "a idéia de
poder transformar jovens inteligentes, mas sem experiência, em
gestores eficazes durante um curso de dois anos é
ridícula" — apesar de ser professor de Gestão na
Universidade de McHill, em Montréal, e professor de
Organização de Empresas no INSEAD. É licenciado em
Engenharia Mecânica pela Universidade de McHill e trabalhou no
departamento de investigação operacional das ferrovias
canadenses, antes de se doutorar em Gestão no MIT.
Mas Mintzberg é, sobretudo, um
dos mais importantes gurus
mundiais da estratégia.
Em The Nature of Managerial Work
identificou as seis
características do trabalho do gestor, alertando que o tempo
médio que dedica a cada assunto é de apenas nove minutos.
Em The Rise and Fall of Strategic Planning assinou a certidão de
óbito do planejamento estratégico, que, segundo ele, fica
desatualizado assim que terminado.
Livro: The Nature of
Managerial Work, The Rise and Fall of Strategic
Planni
|

HENRY
FORD - (1863-1947) 
Henry
Ford foi um dos
principais responsáveis pela produção em massa na
indústria do automóvel. Construiu o seu primeiro carro em
1896 — o modelo A Ford desenvolveu a produção em massa
porque ela permitia
que se produzisse carros a preços que as pessoas suportassem.
Mas fixou-se rigidamente nessa
política, manteve o estilo simples e inalterável do
modelo "T", tornou-se dependente dele e acabou por perder terreno. O marketing foi negligenciado e Ford é hoje encarado,
em termos de
gestão, como um ateu, mas com atitude. Da mesma forma que
não acreditava em modelos T em diversas cores (que não a
preta), também não acreditava na gestão. — e,
apercebendo-se do
seu potencial comercial, formou uma empresa em 1903. Após um
ano, as vendas mensais atingiram os 600 carros. Em 1908 nasceu o
modelo
T, de que foram produzidas 15 milhões de unidades entre 1908 e
1927. Os primeiros investimentos no exterior foram em França
(1908) e no Reino Unido (1911).
Livro: My Life and Work
|

IGOR ANSOFF - 1918
Igor
Ansoff, acadêmico
e consultor norte-americano, formado em Engenharia e Matemática
na Brown University, é o principal responsável pela
formulação do conceito de gestão
estratégica, com base no trabalho desenvolvido por Alfred
Chandler. Trabalhou na Rand Corporation e depois na Lockheed, onde teve
os primeiros contactos com o mundo da gestão empresarial.
Criou o modelo de Ansoff de
planeamento estratégico, baseado na
expansão e diversificação empresariais
através de uma seqüência de decisões. Na base
do modelo estão os conceitos de análise de desvios —
diferença entre o previsto e o realizado — e de sinergia —
aproveitamento das competências combinadas de dois departamentos
ou empresas. Gestão estratégica, Análise de
desvios, Sinergia
|

IGOR ANSOFF(1942)
Foi
co-fundador da empresa de consultoria CSC Index e é, juntamente
com Michael Hammer, o doutrinador do fenômeno de gestão
dos anos 90: a reengenharia. Graças ao livro que escreveram
sobre esse tema e à popularidade do conceito, a CSC tornou-se
uma das maiores empresas de consultoria do mundo.
Para James Champy e Michael Hammer, a reengenharia era
mais do que
melhorar os processos. Eles encaravam-na como uma receita para liderar
uma revolução empresarial.
Muitos acusaram a idéia de utópica — por ser
impossível «passar uma borracha» sobre o passado das
empresas — e até desumana — porque ignorava a importância
das pessoas, vistas como meros responsáveis por processos.
Mas o grande problema da reengenharia foi o de ser confundida com o
downsizing, algo que Champy procurou remediar, sem sucesso, no livro
Reengineering Management. Em 1996, Champy abandonou a CSC para liderar
a consultoria da Perot Systems.
Livro: A Reengenharia da Empresa
|

JOHN
NAISBITT (1930)
Formou-se em Cornell,
trabalhou como executivo na IBM e na Eastman Kodak e recebeu uma
distinção internacional do Institute of Strategic and
International Studies, em Kuala Lumpur. John Naisbitt é um
futurologista que já vendeu milhões de livros, dos quais
se destaca o título Macro tendências. Nesta obra, ele
prevê, entre outras, as seguintes reestruturações:
passagem de uma sociedade industrial para uma economia de
informação; as duas faces da atuação das
empresas serão a tecnologia e a respectiva resposta humana; a
passagem de uma atuação de curto prazo para o longo
prazo; a redescoberta da capacidade de inovar e obter bons resultados;
a maior capacidade individual para assumir responsabilidades e tomar
decisões; o modelo da democracia representativa está a
tornar-se obsoleto numa era de partilha de informações;
as hierarquias estão a desaparecer e a dar lugar a redes de
trabalho informais; as pessoas têm capacidade de tomar cada vez
mais decisões sem restrições por parte da
sociedade.
Para além destas
tendências, Naisbitt prevê que as
pequenas empresas sejam as grandes geradoras de riqueza no futuro.
Livro: Macro tendências., Eupsychian
Management
|

JOSEPH
M. JURAN - (n. 1904)
Nasceu na Romenia,
licenciou-se em Engenharia Electrônica, trabalhou na Western
Electric, em 1920, e mais tarde na AT&T. Em 1953 Joseph M. Juran
fez a sua primeira visita ao Japão e, durante dois meses,
observou as práticas japonesas e formou os gestores e
engenheiros no que ele designou «gestão da
qualidade». Durante cerca de vinte e cinco anos foi orador em
seminários por todo o mundo.
As empresas ocidentais continuavam a
achar que os produtos japoneses
eram de fraca qualidade, mas, quando acordaram para a realidade,
viram-se obrigadas a colocar a qualidade no centro dos seus
próprios objetivos empresariais.
Juran e o Instituto Juran, fundado
por ele, eram um foco de interesse
das empresas de todo o mundo.
Juran insiste em que a qualidade
não pode ser delegada, mas tem
que ser o objetivo de cada empregado, individualmente e em equipe.
Livro: Quality Control Handbook
|

KENICHI
OHMAE (1943)
É licenciado pela
Universidade de Waseda, em Tóquio, doutorado em Engenharia
Nuclear pelo MIT e foi conselheiro do primeiro-ministro japonês,
Nakasone. Kenichi Ohmae foi trabalhar para a McKinsey em 1972, ascendeu
a diretor-geral do escritório em Tóquio e deixou o cargo
vinte e três anos mais tarde, quando foi para o gabinete do
governador.
Ohmae revelou a verdade acerca da
gestão estratégica do
Japão a uma audiência ocidental, demonstrando que os
japoneses afinal eram humano — algo que os ocidentais puseram em causa
—, criativos, intuitivos e racionais. Explorou ainda as
ramificações da globalização de forma mais
alargada do que qualquer outro pensador da sua época, definindo
os três «C» da globalização das
empresas: comprometimento, criatividade e competitividade.
Livro: The Mind of the Strategist.
The Borderless World.
|

KONOSUKE MATSUSHITA - (1894-1989)
Nasceu numa aldeia perto de
Wakayama, no Japão, e deixou a escola em 1904 para trabalhar num
fabricante de grelhas a carvão.
Foi inspetor da Osake Electric
Light e, em 1917. Fundou a sua empresa, a Matsushita Electric.
O primeiro produto da empresa foi
um adaptador de tomadas, que ninguém comprou. Outras tentativas
foram as placas isoladoras — de elevada qualidade e entregues dentro do
prazo e um novo farol para bicicletas. Em 1932, Matsushita tinha mais
de 1000 empregados, 10 fábricas e 280 patentes.
Na 2.ª Guerra Mundial
fabricou navios e aviões, em 1958 recebeu um prêmio de
qualidade e, em 1990, comprou a MCA.
As principais
contribuições de Matsushita para a gestão foram:
ele deu relevo ao serviço ao cliente antes de qualquer gestor
ocidental; deu enfoque à eficiência e qualidade da
produção; tinha um espírito empreendedor e assumia
riscos; geria com consciência.
Livro: Not for Bread Alone
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KURT LEWIN (1890-1947)
Foi
um psicólogo alemão, que lecionou Filosofia e Psicologia
na Universidade de Berlim até 1923, quando fugiu para a
América devido à perseguição nazista. Kurt
Lewin foi professor de Psicologia Infantil na Child Welfare Research
Station, em Iowa, até 1944. Trabalhou no MIT, fundando o centro
de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics.
A pesquisa mais famosa foi realizada
em 1946, em Connecticut, numa área de conflitos entre as
comunidades negra e judaica. Aqui, ele concluiu que reunir grupos de
pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de
conflito. Estes grupos, denominados T-groups (o «T»
significa training, ou seja, formação), tinham como
teoria subjacente o fato de os padrões comportamentais terem que
ser «descongelados» antes de serem alterados e depois
«congelados» novamente — os T-groups eram uma forma de
fazer com que isto acontecesse.
Livro: A Dinamic Theory of
Personality
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LAURENCE PETER - (1919-1990)
Laurence
Peter, um acadêmico canadense, via a incompetência para
onde quer que olhasse e formulou o Princípio de Peter, que deu
origem a um livro com o mesmo nome. Com uma boa dose de humor, afirmava
que os gestores são promovidos até ao seu limite de
incompetência, no qual já não têm capacidade
para desempenhar o seu trabalho. Todos sabemos que as farsas e os
fracassos existem na nossa vida. Peter apenas nos relembra esse fato.
Livro: O Princípio de
Peter
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MARVIN BOWER (1903)
É
reconhecida a sua contribuição para a
criação da indústria da consultoria de
gestão. Foi sob a sua direção que a McKinsey &
Company se tornou uma das principais empresas de consultoria, impondo
novas regras como a garantia de confidencialidade para cada cliente, a
alteração do sistema de recrutamento, optando por
recém-licenciados, e a utilização de equipas de
trabalho.
É ainda autor de The Will to
Manage; The Will to Lead, onde aborda assuntos como a cultura
empresarial, o trabalho em grupo e a gestão previsional.
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MARY PARKER FOLLETT - (1868-1933)
Na
generalidade, o seu
trabalho foi ignorado pelos intelectuais contemporâneos, quer por
ser mulher, quer por seu trabalho estar avançado cerca de uma
década em relação ao seu tempo. Mary Parker
Follett discutia assuntos como o trabalho em grupo e a responsabilidade
individual nas primeiras décadas do século XX, quando o
humanismo liberal era dominado por homens reacionários que
pretendiam mecanizar o mundo empresarial. O humanismo do seu trabalho
era o oposto das visões desumanizadas de Taylor e outros.
Nasceu em Massachusetts e
freqüentou a Thayer Academy e a Society
for the Collegiate Instruction of Women, em Cambridge. Também
estudou no Newman College, em Cambridge e em Paris. O seu primeiro
trabalho publicado foi The Speaker of the House of Representatives, que
escreveu enquanto era estudante.
A carreira de Follett
baseou-se sobretudo no trabalho social e no
estudo das pessoas como componente central das
organizações. Em particular, explorou os conceitos de
gestão do conflito e de aprendizagem das técnicas de
liderança.
LIVRO: Dynamic Administration
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MAX WEBER - (1864-1920)
Max
Weber foi um sociólogo alemão que dedicou sua carreira
à compreensão das relações entre a
ciência, o direito, a política, o conhecimento e a
ação. Depois de se formar em História Legal e
Política, tornou-se professor de Direito nas Universidades de
Freiburg e de Heidelberg.
Na área das teorias de gestão, dedicou-se
fundamentalmente ao estudo da burocracia nas empresas. O fato de ter
considerado o modelo organizacional burocrático — caracterizado
por regras rígidas e por sistemas de controle e hierarquias — o
mais eficiente não significava que ele fosse seu defensor. Weber
apenas observava a realidade do mundo industrial emergente, no qual o
modelo de liderança carismática — com apenas uma figura
dominante na gestão — se revelaria pouco adequado às
mudanças a longo prazo.
Hoje, afirma-se que o modelo burocrático estudado por Weber
não tem vida própria. No entanto, parece que ele veio
para ficar em muitas empresas que, mesmo hoje em dia, desprezaram a
inspiração, em nome da eficiência, subjugando os
indivíduos às regras de uma máquina
burocrática.
Livro: The Theory of Social, Economic Organization
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MICHAEL PORTER - (1947)

Porter
é considerado
o mais acadêmico dos gurus e um dos maiores especialistas
mundiais em estratégia. Doutorou-se em
Economia, em Harvard, após uma licenciatura em Engenharia
Aeronáutica, em Princeton.
Professor da Harvard Business School
e líder da Monitor
Consulting, entre as suas contribuições para a
gestão salienta-se o modelo de análise estrutural de
indústrias, a noção de cadeia de valor e a teoria
da vantagem competitiva (para as empresas e para as
nações).
Livro: Competitive Strategy - Techniques for
Analysing Industries and
Competitors (Free Press, 1980), Competitive Advantage (Free Press,
1985), Competition in Global Industries (Harvard Business Scholl Press,
1986), The Competitive Advantage of Nations (Macmillan, 1990), Strategy
- Seeking and Securing Competitive Advantage (Harvard Business
Review Books, 1991)
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NICOLO MACHIAVELLI - (1469-1527)
Foi
oficial no
exército do governo florentino, secretário do Supremo
Tribunal durante 14 anos e cumpriu cerca de 30 missões no
estrangeiro. O seu trabalho colocou-o em contacto com alguns dos
ministros e representantes governamentais mais importantes da Europa.
Em 1512, quando Médicis voltou ao poder, Nicolo Machiavelli foi
exilado de Florença, sob acusação de
conspiração contra o governo.
Numa quinta fora de Florença
iniciou a carreira de escritor e
publicou obras políticas, peças teatrais e livros com a
história de Florença. A sua «bíblia»
acerca do poder é o livro "O Príncipe", onde retrata a
vida de Alexandre VI — um mundo de intriga e oportunismo —,
apresentando reflexões e conceitos que se adequam a muitos
gestores atuais.
A liderança era o assunto que
Machiavelli discutia com maior
confiança, sobretudo num ambiente de intriga e astúcia,
em que o líder “deverá saber como se transformar num
diabo quando a necessidade assim o exige”.
Livro:
The Human Side of Enterprise
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PETER DRUCKER - (1909 - 2005)
Quase
tudo o que os
executivos fazem, pensam ou enfrentam já foi estudado por Peter
Drucker. O pai da gestão nasceu na Áustria e acredita que
foi uma má gestão que empurrou a Europa da sua juventude
para o caos.
Trabalhou como jornalista em Londres,
antes de ir para os Estados
Unidos, em 1937. Escreveu o primeiro livro, Concept of the Corporation,
em 1946, baseado nos seus estudos sobre a General Motors. Mas, The
Pratice of Management (1954) inventou a gestão como disciplina.
Drucker dividiu o trabalho dos gestores em seis tarefas: definir
objetivos, organizar, motivar, comunicar, controlar, formar e motivar
pessoas.
Além de cunhar ideias como as
da privatização e da
gestão por objetivos, lançou o profético livro The
Age of Discontinuity (1969), onde anunciou a chegada dos trabalhadores
do conhecimento. Estudou o tema da gestão de
organizações não lucrativas.
Morreu em '11 de novembro de 2005 aos
95 anos em sua residência
na Califórnia.
Jornalista e intelectual atuou como
professor de Ciências Sociais
e Administração em Claremont entre 1971 e 2003.
Drucker deixou esposa, quatro filhos
e seis netos.
Livro: Practice of Management, The
Age of Discontinuity, Management: Tasks,
Responsibilities, Practices, Memórias de Um Economista, O Executivo Eficiente em Ação |

PETER SENGE (1947)
Peter
Senge é formado
em Engenharia pela Universidade de Stanford, é atualmente
diretor do Center of Organizational Learning no MIT e fundador da
empresa de consultoria e de formação Innovation
Associates, que faz agora parte da Arthur D. Little.
A base dos seus estudos
é a
forma como as empresas se devem
adaptar a um mundo com uma crescente complexidade e mudanças,
afirmando que a visão, os objetivos e os sistemas são
elementos fundamentais.
Em relação
à
aprendizagem, já não
é suficiente ter uma única pessoa de topo em
formação constante e as restantes a seguir
criteriosamente as suas ordens. As empresas de sucesso serão
aquelas que sabem aproveitar as capacidades de apreensão e de
comprometimento de todos — são o que ele designa
«organizações em aprendizagem».
Para Senge, os gestores de
topo
deverão encorajar os empregados
a estar abertos a novas idéias, a comunicar abertamente, a
perceber como é que a empresa funciona, a criar uma visão
coletiva e a trabalhar conjuntamente, de forma a atingirem os seus
objetivos
Livro: The Fifth Discipline |

PHILIP KOTLER - (1931)
Nasceu em Chicago, estudou na Universidade DePaul, é mestre em
Economia pela Universidade de Chicago, é doutorado pelo MIT,
professor universitário e autor de livros e artigos que
têm por tema o marketing. Philip Kotler encara este conceito como
a essência da empresa, afirmando que «as boas empresas
vão ao encontro das necessidades; as empresas excelentes
criarão mercados».
Na obra Marketing Management, Kotler define conceitos tão
simples como mercado, ou produto, de forma exímia, ao mesmo
tempo que introduz conceitos novos, como mega marketing, ou marketing
social. Identificou ainda três obstáculos que uma empresa
terá que enfrentar de forma a orientar a sua estratégia
para o marketing. Eles são os seguintes: resistência
organizacional, aprendizagem lenta e esquecimento rápido.
Philip Kotler trouxe ao pensamento e à escrita do marketing uma
orientação analítica e tornou-o uma disciplina
academicamente aceita.
Livro: Marketing Management
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PHILIP B. CROSBY (1926-2001)
Nasceu em 1926 em Wheeling, West Virginia. Iniciou sua carreira
profissional na área de qualidade em 1952 na Crosley Corporation
e, em
1957, passou a gestor da qualidade da Martin-Marietta. Foi nesta
empresa que desenvolveu o conceito de "zero defeitos". Em 1965 foi
eleito vice-presidente da ITT, onde trabalhou 14 anos. Em 1979 fundou a
Philip Crosby Associates e lançou a obra Quality is Free, um
clássico
do movimento da qualidade que vendeu mais de 2,5 milhões de
cópias e
foi traduzido para 15 línguas. Philip Crosby está
associado aos
conceitos de “zero defeitos” e de “fazer bem à primeira vez”.
Crosby defendeu que os responsáveis pela falta de qualidade
são os
gestores, e não os trabalhadores. As iniciativas de qualidade
devem vir
de cima para baixo, lideradas através do exemplo. Isso exige o
empenhamento da gestão de topo e a formação
técnica dos empregados em
instrumentos de melhoria da qualidade. Crosby defendeu a
criação de um
grupo estratégico de especialistas da qualidade nas empresas.
Crosby considera a prevenção como a principal causadora
de qualidade.
Logo, as técnicas não preventivas como a
inspeção, o teste e o controlo
são pouco eficazes. Em alternativa, prescreve uma vacina
preventiva que
contém três ingredientes: determinação;
formação; e liderança. Nos seus
famosos 14 pontos para a melhoria da qualidade Crosby encara este
esforço como um processo, não um programa. Logo, a
melhoria da
qualidade deve ser perseguida de modo permanente.
Livro: Cutting the Cost of Quality (Industrial Education Institute,
1967); Quality is Free (McGraw-Hill, 1979); The Art of Getting Your Own
Sweet Way (McGraw-Hill, 1981); Quality Without Tears (McGraw-Hill,
1984); Running Things (McGraw-Hill, 1986); The Eternally Successful
Organization (McGraw-Hill, 1988); Let’s Talk Quality (McGraw-Hill,
1989); Cutting the Cost of Quality (The Quality College Bookstore,
1990); Quality for the 21st Century (Dutton, 1992); Reflections on
Quality (McGraw-Hill, 1995); Quality is Still Free (McGraw-Hill, 1995). |

RICHARD PASCALE (1938)
A estrutura dos sete «S», strategy (estratégia),
structure (estrutura), skills (qualificações), staff
(pessoal), shared values (valores partilhados), systems (sistemas) e
style (estilo), foi o instrumento que celebrizou Richard Pascale.
Na sua perspectiva, os sete «S» fazem a
comparação entre a gestão norte-americana e a
japonesa. Concluiu que os japoneses centravam a atenção
nos «S» mais «suaves» — estilo, valores
partilhados, qualificações e pessoal —, enquanto os
norte-americanos se preocupavam com os «S» mais
«fortes» — estratégia, estrutura e sistemas.
Quando desenvolveu esta estrutura, Pascale era professor da
Stanford Graduate School of Business, onde lecionou uma das disciplinas
mais populares no programa de MBA — Sobrevivência Organizacional.
A partir daí, Pascale passou a trabalhar como consultor
independente.
Livro: The Art of Japanese Management, Managing on the Edge.
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ROBERT TOWNSEND (1920)
Depois de freqüentar as Universidades de Princeton e Columbia foi
sócio da Hass & Company, diretor do American Express e
presidente da Avis Rent-a-Car. Abandonou então os cargos de
executivo e transformou-se num comentador humorístico dos
"excessos" da vida empresarial, que traduziu no livro Up the
Organization, sendo autor da frase: "Os consultores são pessoas
que lhe pedem o relógio emprestado para lhe dizerem as horas".
Livro: Up the Organization
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ROSABETH
MOSS KANTER (1943)
Iniciou a sua carreira como
socióloga, antes de se tornar uma guru em
gestão internacional. A sua perspectiva é humanista e,
através da análise da vida empresarial, Kanter
identificou o potencial de um mundo empresarial mais baseado nas
capacidades humanas. Introduziu o conceito de empresa
post-entrepreneurial, que combina a força de uma grande empresa
tradicional com a rapidez e flexibilidade de uma
empresa de pequena
dimensão. A chave deste conceito é a
inovação, que sucesso, que
intitulou Change Masters.
Kanter é
também responsável pela maior
importância atribuída ao conceito
de empowerment, ou seja,
a atribuição de maiores responsabilidades e autonomia na tomada de
decisões aos empregados.
Mais
recentemente, as suas pesquisas têm-se baseado nos conceitos
de
globalização empresarial e de gestão internacional, mais
concretamente na dinâmica das alianças internacionais e no
impacto local de uma economia global.
Livro:
Change
Masters, World
Class
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SUMANTRA
GHOSHAL (n. 1948)
Foi na Harvard Business
School que Sumantra Ghoshal se tornou uma referência no mundo
empresarial. Foi para a London Business School em 1994, depois de ter
sido professor no INSEAD e na MIT Sloan School of Management.
O seu livro Managing Across Borders
é uma das obras mais
arrojadas acerca da chegada de uma nova era de concorrência
global e de empresas globais e o livro que escreveu juntamente com
Bartlett em 1997, The Individualized Corporation, foi um passo em
frente no pensamento dos dois autores.
Ghoshal e Bartlett sugerem que
estão a surgir novas formas
empresariais. Eles reconhecem que as empresas multinacionais de
diferentes regiões do mundo possuem as suas próprias
heranças de gestão, cada uma das quais possuindo
diferentes vantagens competitivas. A sua conclusão é que,
perante o fluxo de empresas globais, as soluções
tradicionais já não são aplicáveis, devido
às dificuldades de gestão do crescimento através
das aquisições e do elevado grau de diversidade
empresarial.
Livro: Managing
Across Borders, The Individualized Corporation
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SUN-TZU (n. 500 a. C.)
Sun Tzu
é o autor da obra The Art of War, na qual descreve os
métodos militares do general Sun Wu para destruir os inimigos e
garantir que caiam no esquecimento.
O livro voltou
à popularidade em 1980 porque o Ocidente começou a sentir
uma maior agressividade concorrencial por parte do Japão,
aumentou o interesse do mundo pelos modelos de gestão orientais,
o conceito de vantagem competitiva de Michael Porter passou a estar na
moda, enquadrando-se no espírito do livro de Sun Tzu.
Livro: A
Arte da Guerra
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THEODORE LEVITT
O
artigo «Marketing
myopia», publicado na Harvard Business Review de Julho/Agosto de
1960, lançou a carreira de Theodore Levitt e fez com que o
conceito de marketing regressasse às agendas das empresas.
Levitt, de origem alemã,
argumentou que a
preocupação
central das empresas deveria ser a satisfação dos
clientes, em vez do fabrico de produtos.
O sucesso de Henry Ford na
produção em massa incentivou a
crença de que a produção a baixo custo era a chave
do sucesso das empresas, mas Levitt observou que uma estratégia
dessas conduzia à restrição das expectativas.
Outra distinção que Levitt fez foi entre as tarefas de
venda e as de marketing: as primeiras são técnicas para
fazer com que as pessoas troquem o dinheiro por produtos; as segundas
traduzem-se na identificação e satisfação
das necessidades dos clientes.
Levitt nunca deixou a Harvard
Business School e foi editor da Harvard
Business Review durante quatro anos, na qual revelou consistentemente
as principais tendências no mundo empresarial.
Livro: Inovation in Marketing,
The Marketing Imagination.
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THOMAS WATSON, JR. (1914-1994)
Para muitos, Thomas Watson,
Jr., foi apenas um filho que herdou o controle de uma grande empresa.
Para outros, ele foi o homem que conduziu a IBM para a era
tecnológica e que mostrou como é que os valores e a
cultura poderiam influenciar a sua estrutura.
Watson Jr. freqüentou a
Universidade de Brown, esteve na
Força Aérea durante a 2.ª Guerra Mundial e foi
trabalhar como vendedor para a IBM em 1946. Dez anos mais tarde,
ascendeu a presidente executiva, cargo que ocupou durante 14 anos,
até se mudar para Moscovo, como embaixador dos Estados Unidos.
A cultura e os valores
empresariais assumiram uma importância
especial na sua gestão. Eles eram o elo de ligação
e de controlo de todas as operações internacionais.
Para Watson, os valores e as
bases em que é criada uma empresa
não mudam. Talvez por isso, ele próprio o admite, a
gigante IBM tenha tido muitas dificuldades em se adaptar às
mudanças rápidas do mercado dos computadores.
Livro: A Business and its
Beliefs
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TOM PETERS (1942)
Estudou Engenharia na
Universidade de Cornell e tem o MBA e o doutoramento pela Universidade
de Stanford. Trabalhou na McKinsey e deixou a empresa para ser
consultor independente.
Tom Peters é considerado o primeiro guru da gestão.
É extrovertido, sabe aproveitar o bom relacionamento com a
imprensa e é capaz de mudar a sua linha de pensamento em frente
a uma vasta audiência — gerando a crítica de falta de
consistência.
Os livros são o reflexo do trabalho da sua vida. Em Na Senda da
Excelência, selecionou 43 empresas de sucesso, tais como a IBM, a
General Electric e a Procter & Gamble, e apresentou o lado
favorável da crise norte-americana, face à
concorrência japonesa. O sucesso deste livro levou-o a escrever
mais dois livros sob o mesmo tema.
Nos anos 90, Tom Peters defende a idéia de que o sucesso
empresarial reside nas pequenas empresas, com estruturas simples e em
constante comunicação. As marcas são à base
do sucesso, sobretudo a marca Você, porque detrás de
qualquer estratégia de sucesso está sempre o
indivíduo.
Livro: Na Senda da Excelência, Liberation Management |
 
W. EDWARDS DEMING (1900-1993)
Nasceu
em Iowa, formou-se em
Engenharia Electrônica na Universidade de Wyoming e doutorou-se
em Matemática Aplicada à Física em Yale. Edwards
Deming trabalhou no Department of Agriculture, em Washington, foi o
responsável pela análise estatística do censo dos
Estados Unidos de 1939, na 2.ª Guerra Mundial aplicou a
estatística à melhoria da qualidade da
produção dos Estados Unidos e, em 1945, era professor de
Estatística na Universidade de Nova Iorque.
Visitou o Japão encarregue da tarefa de reestruturar a sua
indústria, realizando palestras acerca do controlo da qualidade.
O público foi receptivo e aplicou a mensagem com mestria. Como
prova do reconhecimento pela sua contribuição, a Union of
Japanese Scientists and Engineers instituiu o Prêmio Deming, em
1951.
Os japoneses aprenderam a lição, mas o Ocidente ignorava
os ensinamentos de Deming. Só quarenta anos depois, perante a
ameaça japonesa, é que os ocidentais abriram os olhos
para a necessidade da gestão da qualidade.
Livro: Gestão da Qualidade |

WARREN BENNIS - (n. 1925)
Apresentou um novo conceito de liderança.
Foi aluno de Douglas McGregor no Antioch College e seguiu-o para o MIT
(Massachusetts Institute of Technology). As suas pesquisas iniciais, em
1950, tinham como base a dinâmica de grupos de trabalho. Em 1960
Bennis passou a explorar novas formas empresariais, as ad hocracias (o
contrário de burocracias), sem a rigidez das hierarquias e das
funções supérfluas.
A liderança e a relação dos grupos com os
líderes estiveram no centro do trabalho de Bennis e, a partir de
1985, dedicou-se exclusivamente a elas.
Trabalhou na University of Southern Califórnia e fundou o
University Leadership Institute em Los Angeles.
Livros: Leaders, An Invented Life, Organizing Genius, Eupsychian
Management
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