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Procedimentos
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As Boas Práticas e o desfile das escolas de samba de
2006 no Rio de Janeiro
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Atendimento
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“Prezado Cliente...”
... Quando apenas o procedimento não basta.
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Motivação e Comprometimento
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Andragogia
Corporativa
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| Informação |
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Os
5S no mundo virtual e a tempestade de email's.
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Boas Práticas
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O Programa 5S e as Boas Práticas
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Comportamento
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Xenofobia nas empresas
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As
Boas Práticas e o desfile das escolas de samba de 2006 no Rio de
Janeiro |
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Um alto investimento acompanhado de um árduo trabalho
de dedicação, onde estiveram envolvidas, durante 365
dias, centenas de pessoas apaixonadas pelo que faziam foi colocado por
água abaixo.
Em apenas um dia, a
Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio jogou fora a
oportunidade de entrar para a história do carnaval do Rio de
Janeiro porque atrasou a sua passagem na Avenida Marquês de
Sapucaí em apenas 1 minuto.
Este tempo (1 minuto)
tirou 0,2 pontos da escola antes mesmo de se iniciar a contagem das
notas fazendo com que, no final, a escola terminasse empatada com a
“Velha Senhora” (1).
Em outras palavras, por
não ter cumprido apenas um procedimento (2) a Acadêmicos
do Grande Rio “ofereceu como presente” o título de Campeã
do Rio de Janeiro àquela que por sabedoria e competência
fez um desfile de acordo com as exigências governamentais (3) e
soube se impor na hora do desempate.
À minha Vila
Isabel as minhas homenagens com a certeza de que é um exemplo a
ser seguido por toda a organização séria que busca
o sucesso.
Carlos Santarem
(1)
G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel (minha escola
(2)
Depois dizem “que isto é azar...”.
(3) O regulamento
do desfile
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“Prezado
Cliente...”
... Quando apenas o
procedimento não basta. |
"Prezado Cliente,
Os computadores de nossa empresa indicam que, no momento, você
é feio, mau caráter e deixou de pagar a última
prestação. Desta forma, e de acordo com os nossos
procedimentos, o seu nome passa a constar de nossa lista negra. Por
favor, entre em contato com nossas operadoras, até o
próximo dia 10 deste mês para sanar sua
situação; caso contrário, seremos obrigados a
contatar nosso quadro de advogados no sentido de tomar as devidas
medidas legais e compatíveis com a gravidade da
situação.
É importante lembrar que nossos procedimentos internos
prevêem a adoção imediata das seguintes medidas:
a) Suspensão da prestação de nossos
serviços a partir desta data (artigos III e IV);
b) Rescisão de pleno direito do "Contrato de
Prestação de Serviços", sem prejuízo da
cobrança judicial do valor devido e de seus acréscimos
legais e contratuais;
c) Negativação de seu nome no "Serviço de
Proteção ao Crédito" e demais cadastros
semelhantes.
Desde já agradecemos sua atenção, certos de que
poderemos contar com suas providências.
Desconsidere este aviso caso você não seja feio, nem mau
caráter, nem tenha deixado de pagar a última
prestação; desta forma, quem errou mesmo foi o nosso
sistema de dados.
Estando o parágrafo acima de acordo com a verdade, queira, por
gentileza, queimar esta correspondência imediatamente após
a sua leitura. É nosso interesse que nossos concorrentes
não vejam a maneira burra de como estamos tratando a pessoa mais
importante do nosso negócio: você.
Atenciosamente,
Empresa XYZ
Sempre em busca da Satisfação do Cliente"
Carlos Santarem
“Prezado Cliente...
- Quando apenas o procedimento não basta.”
Fonte: Artigo publicado pela FLQ - 08/03/00
Autor: Carlos Santarem
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Andragogia Corporativa |
Andragogia é palavra originária do grego que
significa "formação de adultos". O norte-americano
Malcolm Knowles a redefiniu como "arte e a ciência destinada a
auxiliar os adultos a aprender e a compreender o processo de
aprendizagem dos adultos“.
Carlos Santarem trata a Andragogia Corporativa como a chave da
verdadeira motivação e do maior dos comprometimentos.
Alguns
executivos iniciam seus programas, seus projetos e suas vendas sem
antes considerar com profundidade quais benefícios todos os
envolvidos obterão de forma pessoal e profissional. Em
outras palavras, buscam ter sucesso em relacionamentos profissionais e
até mesmo pessoais sem se preocupar, mostrar e assegurar as
vantagens “para o outro”. O resultado é o fracasso que pode ser
a curto ou médio prazo. Da mesma forma, é comum vermos
apresentações de grandes projetos a grandes grupos de
colaboradores apresentando como vantagens os ganhos futuros da empresa
em moeda corrente ou em ganhos de fatias de mercado onde estes
números são usados para buscar o comprometimento de
todos, e usados para motivar os colaboradores a dar mais de si
atingindo metas mais audaciosas.
Nesta
linha, mesmo sendo extremamente vantajoso para a empresa, vantajoso
para muitos dos seus gerentes e diretores e vantajoso para os seus
clientes, os processos não funcionam porque “os outros
não querem que funcionem”. Com isto, todo o investimento
empregado em recursos financeiros, em recursos humanos e em recursos
materiais é reduzido a pó pela falta de envolvimento e
comprometimento “dos outros” que deveriam entender a importância
do projeto. Fica evidente a falta de motivação “dos
outros” que não se engajaram com a garra necessária para
o sucesso do empreendimento.
Destacar
os ganhos para a companhia é uma informação
relevante para qualquer funcionário, mas serve apenas como uma
das muitas informações que o adulto precisa para fazer
suas avaliações antes de se comprometer em qualquer
empreitada, antes de entender as vantagens dos treinamentos e muito
antes de seguir seus líderes formais.
Raízes
da andragogia são antigas. Grandes nomes ficaram conhecidos como
excelentes mestres e verdadeiros líderes por dominarem esta
metodologia que é, de fato, a única chave da verdadeira
motivação de todos os indivíduos. Entre eles,
destacam-se Sócrates, Platão e Jesus Cristo que souberam
convencer seus aprendizes e liderados, ao mesmo tempo em que se
mostraram humildes e capazes de serem questionados em seus conceitos
todas as vezes que seus seguidores desejassem. Quanto mais se expunham,
mais respostas mostravam ter e mais fortes ficavam. Sabiam responder a
pergunta básica de todo o adulto antes do comprometimento maior:
“O que eu ganho com isso?”.
Assim
funciona a humanidade: movida a interesses. Cabe lembrar que o termo
“interesse” não tem aí qualquer conotação
pejorativa, uma vez que acumulamos em nossa história
várias ações movidas a interesses altamente
nobres. É desta forma que melhor entendemos a fé – onde
encontramos o maior dos comprometimentos – e também entendemos
os trabalhos voluntários. O indivíduo realmente se
compromete quando ele entende que existem vantagens para si como pessoa
e/ ou como profissional e isto é, na verdade mais pura, simples
interesse.
Gerentes
e outros líderes formais devem reconhecer na andragogia a melhor
das ferramentas de motivação e empregá-la com
sabedoria, buscando identificar os interesses dos seus colaboradores ao
mesmo tempo em que atendê-los dentro da verdade da companhia.
Não é simples e, muito menos, fácil; cobra do
executivo maior dedicação a seus subordinados, bem como o
força a melhor entender a pessoa humana, antes de vê-la
como apenas mais um simples “soldado” de suas trincheiras. Não
permite amadorismos e requer técnicas específicas para o
pleno sucesso.
O
mais difícil nesta tarefa está em identificar em cada
indivíduo adulto de cada grupo que precisa ser motivado o
conjunto de interesses desses indivíduos e desses grupos. Quais
vantagens obterão os adultos que nos acompanham em nossas
empreitadas ao se comprometerem de “corpo e alma” nos programas
corporativos e nos treinamentos, por exemplo. Quando associamos
bônus aos benefícios, ou qualquer outro tipo de
remuneração especial, o convencimento fica extremamente
facilitado, mas isto se aplica, na maioria das vezes, aos colaboradores
das áreas de vendas, de marketing, e a determinados
níveis hierárquicos, como gerentes e diretores. Isto
não acontece em todo universo de colaboradores da empresa, e o
exercício de buscar o comprometimento dos mesmos exige das
lideranças um esforço maior, uma vez que a
motivação de todos, sem exceção, é
fator crítico de sucesso em muitos empreendimentos. Do
contrário, podemos ver empresas investindo em treinamentos que
não são refletidos na prática e obtendo retorno
sobre tais investimentos aquém do desejado. Vemos programas da
qualidade que se iniciam de maneira espetacular e acabam enfraquecendo
e até desaparecendo com o tempo.
Gente
adulta; esta é a palavra-chave. Os líderes devem conhecer
a sua gente e as expectativas de vida do seu pessoal se quiserem contar
com ele em todas as circunstâncias, inclusive as mais
difíceis. Dedicar seu tempo, como gerente, em conhecer realmente
seus liderados permitirá ao líder reconhecer um conjunto
de interesses para motivá-los. AÍ está o que
você, como líder, ganha com isso: cada colaborador adulto
de cada equipe consciente que ao seguí-lo e às suas
diretrizes, independente do grau de dificuldades, obterá
vantagens que valerão todos os esforços. Este
convencimento constrói exércitos de fiéis quase
sempre imbatíveis.
Investir
somente nos argumentos que mostrem as vantagens para a empresa
fará com que o indivíduo pondere de outra forma e acabe
criando um quadro próprio totalmente diferente. Pode o adulto
identificar que a empreitada apenas o obrigará a trabalhar muito
mais do que antes; que as possíveis horas-extras não
compensarão os momentos que perderá com sua
família e seus amigos; que o tempo que passará a mais na
empresa o obrigará a deixar de participar de atividades que
pratica normalmente, como uma academia e como um curso externo e
até uma faculdade. Nestes casos, o adulto, de fato, reconhece um
prejuízo que impacta na sua vida pessoal e no seu
desenvolvimento profissional. O adulto não se motivará e,
por esta razão, não se comprometerá.
Argumentos
bem fundamentados na importância do tema, com o maior
número possível de dados e de informação,
com um painel claro das oportunidades e dos benefícios para a
empresa e, principalmente, para os envolvidos montam um cenário
adequado para o adulto fazer sua análise particular e, desta
maneira, se entusiasmar. Andragogia corporativa: esta é a chave
da verdadeira motivação e do maior dos comprometimentos.
Carlos Santarem
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Os
5S no mundo virtual e a tempestade de email's. |
Os cinco Sensos – que começaram com apenas
três, atualmente chegam a dez, com a certeza de não se
encerrarão neste número – constituem um programa
consagrado de um sistema da qualidade bem estruturado, empregado em
várias corporações em todo o mundo.
Este programa atua em todos os ambientes, inclusive o virtual. Ele, a
cada dia, torna-se imprescindível em nosso “não-lugar” da
rede na qual passamos grande parte de nosso dia e atuamos como
profissionais.
O primeiro Senso – o Seiri – trata de criar a cultura de mantermos em
nosso ambiente somente aquilo que é realmente útil,
descartando aquilo que não é importante naquele ambiente
onde atuamos. Claro que o que não é importante naquele
ambiente, pode ser muito importante em outros. Isto acontece, quando no
meio físico, destinamos alguns itens para doação
ou para um arquivo histórico, por exemplo.
Criar este hábito e tê-lo como filosofia de vida, apesar
dos seus benefícios é extremamente difícil para
muitos; e aí eu me incluo. Isto é um “atrapalhador” em
nossas vidas. Exige autodisciplina.
Com isto, algumas vezes e de forma involuntária, descarregamos
nos ambientes dos outros uma série de inutilidades. Isto
está acontecendo hoje em nosso mundo virtual, com
relação aos e-mails. Bom exemplo, é a batelada de
e-mails respostas que é dirigida para várias pessoas
sobrecarregando suas caixas postais eletrônicas, dificultando a
separação daqueles que são realmente importantes
e, por vezes, fazendo com que o descarte atinja até aqueles
e-mails que não deveriam ser jogados fora.
Quando em um grupo de mil pessoas, todas resolvem responder para todas
sobre algo que não atinge a todos, cria-se um universo
matemático de um milhão de inutilidades virtuais.
É assim que muitas pessoas navegam pela rede, tentando driblar
este lixo eletrônico, com dificuldade em identificar as
jóias que acabam ficando desapercebidas neste cenário.
Para os 5S, no mundo físico, falamos de como as pessoas tratam a
matéria. No mundo virtual falamos de como as pessoas
estão tratando a Informação. Em todos estes mundos
falamos sobre Qualidade e Gente. Aspectos vitais nas questões de
gestão de pessoas.
Carlos Santarem
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O Programa 5S e as Boas
Práticas |
Assegurar que nenhum material incompatível esteja nos ambientes
de trabalho (Seiri) aumentando, assim, o espaço destinado
às operações e melhorando o fluxo de materiais e
pessoas.
Criar a cultura de manter esses ambientes devidamente organizados
(Seiton), com tudo identificado, facilitando a limpeza desses ambientes
e diminuindo drasticamente os riscos de troca e de misturas.
Preocupar-se com a limpeza dos ambientes, com a operação
e limpeza das máquinas (Seiso), e reforçando a
importância dos procedimentos e dos processos validados.
Ater-se aos cuidados ligados à saúde e ao bem-estar dos
colaboradores em seu ambiente de trabalho (Seiketsu ) e promover os
hábitos de higiene e saúde e aí, o uso adequado
dos uniformes, dos acessórios de higiene (toucas, luvas, etc.) e
dos equipamentos de proteção individual (E.P.I´s),
diminuindo o índice de absenteísmo e a ocorrência
de doenças ocupacionais, entre outros benefícios.
Criar um ambiente no qual o colaborador siga de forma consciente e
comprometida (Shitsuke) os valores e as normas da empresa, diminuindo a
incidência do não cumprimento de procedimentos
operacionais, diminuindo a ocorrência de desvios e de
reclamações técnicas, além de diminuir o
estresse durante as auditorias.
Investir no treinamento e na educação do indivíduo
(Shido ) não somente em suas tarefas de rotina, mas em outros
temas que permitam o seu desenvolvimento continuado, facilitando a
formação de bons instrutores internos, entre outras
vantagens.
Combater os retrabalhos, as perdas e os desperdícios (Setsuyaku)
estimulando os colaboradores a trabalharem conforme as
prescrições, assegurando operações
“enxutas” e maiores ganhos.
Tudo isso, suportado pela determinação das
lideranças (Shikari Yaro) através de ações
exemplares com os seus acionistas, com os seus clientes internos e
externos, com os usuários dos seus produtos e serviços e
com os seus colaboradores.
Esses são bons motivos para pensar seriamente na
implementação de um Programa 5S, principalmente em
empresas que têm nas Boas Práticas a razão do seu
sucesso e da sua sobrevivência. As Boas Práticas exigem um
sistema da qualidade e este sistema pode ser muito bem escorado em um
programa de amplitude significativa que abranja todos os aspectos
possíveis, até mesmo a implementação de
outros, mais específicos, e nos momentos tecnicamente corretos.
Aí podem se encaixar, dependendo do interesse e dos recursos da
empresa, o “Kaizen”; o “Just in Time”, o “Kanban”, as Normas ISO, Os
Seis Sigma entre muitos outros.
O Programa 5S é considerado como aquele que melhor se apresenta
na relação custo & benefício, e de
eficácia comprovada por empresas de todos os segmentos, em todas
as partes do mundo. É pura filosofiade trabalho...
... e filosofia não sai de moda...
Carlos Santarem
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Xenofobia
nas empresas |
Até que ponto a aversão ao “estranho” pode
prejudicar o rumo dos negócios e a vida dos seus colaboradores?
Este distúrbio doentio – a Xenofobia - toma a forma de
preconceito e contagia indivíduos vulneráveis por sua
insegurança e por sua incapacidade de conviver com desiguais,
muitas vezes, até mesmo, mais capazes. Pior, em alguns casos,
quando tais desiguais estão mais disponíveis e a menor
custo, fazendo menos exigências. A xenofobia ataca cada um, mas
visa em seu processo epidemiológico atingir toda a comunidade na
qual ela precisa se instalar como único paradigma de
proteção a ser respeitado.
Assim, constatamos que esta doença conhecida como xenofobia,
não só ataca em empresas, como governos. Ela não
só provoca a reação de gestores, como de
governantes.
Instalada, provoca o enfrentamento de colaboradores, de gerentes e de
diretores.
Instalada, provoca o enfrentamento de ministros e presidentes.
Os indivíduos atacados por esta enfermidade exalam o odor do
medo e suas secreções apresentam-se impregnadas de
ódio.
Os indivíduos xenófobos são fiéis
seguidores de uma seita cuja base está na proteção
de sua zona de conforto. Ferir suas idéias, ferir suas verdades,
ferir seus paradigmas e suas crenças é assinar sua
sentença.
Em menor ou maior grau, a xenofobia sempre existirá enquanto
não aprendermos a repartir nossos momentos e nossas
experiências com os “diferentes”. Países como Portugal,
Espanha e Bolívia, apenas citando aqueles que historicamente
estão mais próximos da nossa cultura, vivem atualmente em
estado xenófobo. Neste último caso, a Petrobrás
que o diga...
A globalização tem provocado o fenômeno em
várias partes do planeta e até nas “melhores
famílias”...
Mulheres, negros e homossexuais estão reescrevendo a
história do mundo corporativo, mas sabemos, todos nós, o
custo desta reviravolta.
Dentro das empresas, grupos se fecham com suas verdades e se protegem
de outros grupos com comportamentos, crenças e atitudes
diferentes. Grupos “se armam” e “atacam” de forma declarada, quando
podem, e velada, quando é preciso, no sentido de “aniquilar” os
“diferentes” em nome da segurança e do bem-estar. Nestes
ambientes, não existem certos ou errados; não existem
“mocinhos” ou “bandidos”. Existem os que agora atacam; os que agora
estão em vantagens e existem aqueles vencedores escrevendo a
“história” para as gerações futuras. Existem
maiorias esmagadoras e minorias reativas. Todos, de fato, perdedores...
O medo não é exatamente ao diferente, mas ao diferente
que pode tomar a palavra; que pode tomar para si a vaga de emprego, que
pode tomar para si a promoção e ao diferente que pode
tomar a decisão sobre vidas alheias.
O aspecto covarde da Xenofobia faz com que a assemelhamos ao
câncer na multiplicação rápida das
células defeituosas, na invisibilidade da maioria de suas
ações e no ataque decidido e dedicado a apenas uma
célula de cada vez; ou melhor, a apenas um indivíduo de
cada vez. Com isto, o órgão sucumbe, porque morreram
antes, uma a uma, cada uma de suas células. Ao contrário
do parasitismo corporativo, onde encontramos os mestres na arte da
adulação que se preocupam em manter vivos seus
hospedeiros, os xenófobos farão o que for preciso para
exterminar os diferentes, mesmo que, para isto, tenham de sacrificar a
organização em nome das “verdades” e da segurança.
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